O Terminal Portuário registrou crescimento de 50% no número de gestoras, 13% na manutenção e engenharia, e 10% na área operacional no último ano, em relação a 2024

No contexto do setor portuário nacional, a presença feminina chega a 17%. Essa representatividade ainda é baixa, mas, aos poucos, esse é um cenário que está em transformação. Na Portonave, primeiro terminal portuário privado de contêineres do país, a participação da mulher chega a 20%, de um total de 1,3 mil profissionais. Para ampliar essa proporção, a empresa realiza busca ativa por mulheres e desenvolve iniciativas e benefícios voltados à permanência delas. Como resultado desses esforços, em 2025 a participação feminina avançou em diferentes áreas.

A busca ativa ocorre principalmente na operação e manutenção, historicamente masculinizadas e que já registram maior participação feminina. Em comparação com 2024, houve crescimento de 13% nos setores de manutenção, manutenção civil e engenharia, além de aumento de 10% na operação. Esses departamentos, juntos, contam com aproximadamente 120 mulheres.

Para as profissionais, o segmento portuário oferece importantes perspectivas de desenvolvimento. Meiriele Schneider, Operadora de Armazém na Iceport – câmara frigorífica da Portonave – destaca que vê muitas oportunidades para as mulheres na área. “Acredito que, em breve, poderei alcançar um cargo melhor pelas oportunidades que possuo no setor”, afirma ela que está há cinco meses na empresa.

Maria de Araújo, Operadora de Gate, complementa que, também na área, as oportunidades de crescimento para as mulheres são muitas. “Nosso Gate, local de entrada e saída de caminhões, é formado por 64% de mulheres, sendo 35 mulheres e 19 homens, e espero evoluir ainda mais”, diz.

A presença delas também está no cais e no pátio de contêineres. Tereza Maria, Auxiliar de Movimentação Portuária, ressalta o significado dessa inclusão: “representa muito para mim, algo que antes parecia inimaginável”. Maria de Oliveira, Operadora de Veículo Portuário, reforça o compromisso diário delas com a excelência. “A cada dia busco aprimorar o que faço, que é movimentar contêineres por meio da Terminal Tractor, carreta utilizada nas operações”, completa.

Um recorte dos últimos cinco anos demonstra que, de apenas quatro gestoras, a companhia passou para 16. Apenas no último ano, na comparação com 2024, o quadro de gestoras aumentou 50%. A presença feminina em posições estratégicas é fundamental para consolidar essa evolução. Recém-promovida a Supervisora Administrativa, Andreza de Oliveira destaca os desafios. “Trabalhar no ambiente portuário é desafiador, e é essencial que tenham oportunidades para que mulheres ocupem cargos de liderança, com políticas e iniciativas inclusivas”, afirma.

Além disso, a empresa também tem ampliado a inclusão de pessoas com deficiência. Carla Macena, Massoterapeuta com deficiência visual, foi capacitada e contratada pelo Terminal Portuário. “Estar neste ambiente me trouxe dignidade e valorização, com respeito às pessoas”, afirma. Atualmente, integra a equipe de massoterapeutas e oferece quick massages aos profissionais, como parte do Programa Saúde em Equilíbrio.

Para sustentar esses avanços e promover um segmento mais inclusivo, a companhia desenvolve diversas ações por meio do Programa de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI). Entre as iniciativas, está o Programa de Apoio à Maternidade, que oferece suporte às gestantes desde a confirmação da gravidez até o período após o retorno ao trabalho – com o acompanhamento dessa nova fase da vida profissional da mulher, nos papéis de profissional e mãe, assim como na adaptação da criança –  a adesão ao Programa Empresa Cidadã, com licença-maternidade para seis meses e licença-paternidade de 20 dias, auxílio-creche e palestras e rodas de conversa sobre temas relevantes, como assédio, no ambiente de trabalho.

Para a liderança feminina, há oportunidades de treinamentos internacionais, como o Programa LIFE, realizado no Panamá com o foco em lideranças femininas no setor, e a formação APEC pela Autoridade Portuária na Antuérpia, na Bélgica.


Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. No ranking nacional, em 2025, a Portonave é a 4ª colocada na movimentação de contêineres cheios de longo curso no país, com 9% de participação, de acordo com o Datamar. Atualmente, gera 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. A companhia figura como a 8ª melhor empresa de grande porte para se trabalhar em Santa Catarina, segundo o Great Place to Work (GPTW) 2025.

Texto e fotos: Divulgação