Iniciativa promoveu teatro, aulas de dança, oficinas de cinema e formação em braille, alcançando também mais de 124 mil pessoas no ambiente digital

Arte, inclusão e formação cultural caminharam juntas no Projeto Cultura Viva em Rede, que levou apresentações teatrais acessíveis, oficinas de cinema, formação em braille e atividades culturais comunitárias a 1.708 participantes diretos em escolas públicas e comunidades. As atividades foram realizadas nos municípios de Navegantes (SC) e Santos (SP), somando 52 horas de programação cultural, educativa e formativa, com integração entre artes cênicas, audiovisual, dança e ações de acessibilidade cultural.

O projeto é de autoria da proponente Bianca Alcantara Baldo, que destaca a importância de iniciativas que ampliem o acesso às atividades culturais.

“Nosso objetivo foi aproximar a cultura das pessoas e garantir que ela seja acessível a todos. A arte tem um papel fundamental na formação cidadã e na construção de uma sociedade mais inclusiva”, afirma a proponente.

Um dos principais diferenciais do projeto foi a presença permanente de recursos de acessibilidade, como intérprete de Libras, audiodescrição, mediação cultural especializada e formação em leitura e escrita em braille, garantindo que pessoas com deficiência pudessem participar das atividades culturais em igualdade de condições. Ao todo, 112 pessoas com deficiência participaram diretamente das ações, reforçando o compromisso do projeto com a democratização do acesso à cultura.

Além das atividades presenciais, o projeto também ampliou o acesso à cultura no ambiente digital. O site www.dancarebrilhar.com.br registrou 119 interações com ferramentas de acessibilidade, utilizadas por pessoas com deficiência auditiva, baixa visão, daltonismo, dislexia, epilepsia, dificuldades motoras e pessoas com TDAH. Entre os recursos disponíveis estão ajuste de contraste, ampliação de texto, navegação por teclado e tecnologias assistivas, permitindo que mais pessoas possam acessar conteúdos culturais de forma autônoma.

Nas redes sociais, as campanhas de divulgação das atividades alcançaram 124.915 pessoas, ampliando a visibilidade das ações culturais e aproximando novos públicos das iniciativas de inclusão cultural.

Entre as atividades desenvolvidas, também se destacaram oficinas de dança voltadas ao público feminino, promovendo momentos de convivência, atividade física e fortalecimento da autoestima das participantes.

Além dos impactos culturais e sociais, o projeto também gerou resultados relevantes na economia criativa. Ao todo, foram 22 empregos diretos relacionados à execução das atividades culturais e de acessibilidade, além da mobilização de 101 contratações indiretas na cadeia produtiva do projeto, incluindo serviços de gráfica, comunicação, transporte, combustível, alimentação e outros fornecedores locais. O resultado evidencia como investimentos em cultura também contribuem para a geração de trabalho e renda, fortalecendo a economia e os profissionais envolvidos no setor cultural e de serviços.

As ações do projeto também dialogam diretamente com a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, contribuindo para diferentes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Entre eles estão o ODS 3 – Saúde e Bem-Estar, ao incentivar práticas de atividade física e qualidade de vida; o ODS 4 – Educação de Qualidade, por meio das formações culturais e do curso de leitura e escrita em braille; o ODS 5 – Igualdade de Gênero, com atividades voltadas ao empoderamento feminino; o ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico, pela geração de oportunidades para profissionais da cadeia produtiva da cultura; o ODS 10 – Redução das Desigualdades, ao garantir acessibilidade cultural; o ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis, ao ampliar o acesso da população às experiências artísticas; e o ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação, pela articulação entre instituições, patrocinadores e agentes culturais.

Segundo o produtor cultural do projeto, Ricardo Ismael Testoni, iniciativas culturais também precisam ser planejadas considerando os impactos sociais e os compromissos globais assumidos pelos países.

“Quando um projeto cultural é estruturado levando em conta a Agenda 2030, ele amplia seu alcance e seu propósito. A cultura passa a dialogar diretamente com educação, inclusão, sustentabilidade e desenvolvimento social, mostrando que investir em arte também é investir no futuro das comunidades”, destaca.

A iniciativa reforça o papel da cultura como instrumento de educação, inclusão social, bem-estar e acessibilidade, levando experiências artísticas a territórios que historicamente possuem menor acesso às atividades culturais.

O Projeto Cultura Viva em Rede foi realizado por meio da Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, apoio do Instituto Portonave e patrocínio das empresas Portonave, MSC e Medlog.

Texto e imagens: Divulgação